18 dezembro 2006

Jajah oferece chamadas de graça para Alemanha e Austria

Quando alguém em outro ramo de atividade começa a oferecer o seu serviço de graça como forma de promover seu ramo original é hora de ficar preocupado.

Duas companhias alemãs (Pro7Sat1, estação de TV mais popular da Alemanha, e Bild-T Online, o jornal impresso mais lido da Europa), mais News Austria, a empresa de mídia líder na Áustria, anunciaram relações com a inovadora empresa de serviços de VoIP JAJAH.

Qualquer pessoa vivendo na Alemanha ou na Áustria será capaz de fazer ligações telefônicas gratuitas para qualquer lugar em seus respectivos países. Para todos os efeitos, é a eliminação do custo de ligação nacional dentro da Alemanha e da Áustria.

O serviço será suportado por anúncios pagos gerenciados pelas empresas de mídia, o que é o mesmo mecanismo que sempre suportou as iniciativas de mídia on-line e impressas.

É mais um passo para o preço futuro da ligação telefônica: zero.

17 novembro 2006

Surgiu a primeira operadora de celular a abandonar serviço de voz e ficar com foco na conectividade

A operadora 3 Group da Inglaterra organizou uma parceria com Skype, Sling Media, Yahoo, Nokia, Google, eBay, Microsoft, Orb e Sony Ericsson para oferecer a experiência de conectividade do computador pessoal para os terminais de telefonia celular.

Esta operadora pretende iniciar em dezembro a operação comercial de um novo plano mínimo de consumo chamado X-Series. Quem se comprometer, poderá fazer chamadas gratuitas para outros usuários do plano X-Series e também fazer e receber chamadas de voz de PCs através do Skype. O celular poderá ainda usar os serviços SkypeIn e SkypeOut para fazer e receber chamadas internacionais pagando tarifas reduzidas.

Inicialmente os telefones N73 da Nokia e o e Sony Ericsson W950i Walkman serão os primeiros a serem oferecidos pela operadora.

Esta é a primeira operadora de celular a nível mundial a reconhecer que distância e tempo numa ligação telefônica deixarão de ser a fonte de rentabilidade de uma operadora. A utilização de uma taxa fixa mostra que o grande valor que a operadora pode oferecer é a conectividade, e que se deixar o mercado aberto para que os serviços sejam oferecidos por terceiros, como a Google, Skype, etc, a operadora tem chance de se tornar a melhor em conectividade móvel e ver o uso de sua rede explodir.

10 novembro 2006

Fotos da Instalação de FTTH em Amsterdam


James Enck passou alguns links para fotos de instalação de cabeamento de fibra em seu blog, e as mais interessantes são sobre a instalação da nova rede de fibra FTTH que está sendo patrocinada pela cidade de Amsterdam.

James observa que este trabalho é mais simples do que muita gente imagina, o trabalho feito mostrado nas fotos envolveu apenas dois dias: um para cavar, colocar o cabeamento e tapar, e outro para recuperar o pavimento da calçada.

26 outubro 2006

Nokia E60, E61 e E70 surgem no mercado com GSM e Wi-Fi com SIP embutido


Já tinha discutido sobre a expectativa da destruição do negócio de telefonia celular que está se materializando para os próximos anos: o uso do Wi-Fi como alternativa privada de mobilidade na comunicação de voz.

Os primeiros celulares híbridos GSM/Wi-Fi para consumidor final já estão surgindo, como os da Nokia que já possuem pilha SIP interna capaz de estabelecer chamadas IP diretamente sobre a rede Wi-Fi.

Além da Nokia, temos os telefones Wi-Fi como o F1000 da UTStarcom e outros híbridos tipo PDA de diversos fabricantes menores normalmente baseados em WindowsCE como a Paragon.

E já existem os "early adopters" prontos para usar estas novas facilidades a seu favor, configurando o Asterisk para usar estes celulares Nokia.

E então, através do Wi-Fi, veremos a VoIP repetir na rede celular o estrago que foi feito na rede fixa... :-)

Parlamento da Holanda propõe separação da intraestrutura de redes da prestação de serviço

O Parlamento da Holanda votou de forma unânime duas resoluções que induzem a separação do negócio de infraestrutura de rede dos serviços prestados para todos os negócios de comunicações.

O conceito é equivalente ao que foi feito com a British Telecom, onde a empresa foi separada em duas usando o mesmo princípio, entretanto esta é uma resolução para valer em todo o mercado holandês e não apenas para uma empresa.

Na França, o unbundling implementado obriga que as empresas detentoras das redes a oferecerem os acessos para prestadores de serviço terceiros conseguindo estabelecer boa competição sem obrigar o racha da France Telecom. O mesmo está sendo tentado aqui com a resolução 402 da Anatel mas sem sucesso.

O projeto de FTTH de Amsterdam prevê um mecanismo de separação competitiva usando conceitos semelhantes apenas para este projeto de FTTH. Neste caso 3 tipos de empresas existiriam: malha de fibra ótica, tecnologia de rede e roteamento e finalmente os prestadores de serviço para usuário final.

A primeira resolução do parlamento holandês observa que em todo o mundo está acontecendo concentração vertical com o objetivo de monopolização das telecomunicações, e pede a separação do mercado de infraestrutura do mercado de serviços através de um modelo de precificação desta infraestrutura e da proibição do bundling de provimento de rede e serviços.

A segunda resolução implementa o "network neutrality" obrigando o acesso mandatório, aberto e não discriminatório de todas as redes para todos os provedores de serviços.

Quem sabe este conceito acaba sendo copiado aqui no Brasil e o Governo consiga obrigar as empresas a se separarem em negócios separados? Seria uma revolução competitiva no Brasil...

10 outubro 2006

10 Coisas que Eu Odeio em Você

James Enck montou um resumão imperdível da situação das teles ao redor do mundo. O resumo aqui em baixo não faz juz ao artigo, portanto vá ler o original...
  1. As teles perderam o controle de seu produto principal;
  2. Voz se tornou uma facilidade, não mais um serviço;
  3. Teles não conseguem entender que os clientes estão querendo algo diferente do que estão oferecendo;
  4. Teles existem para tirar valor de um produto excasso, mas o futuro reserva abundância de banda e conectividade;
  5. Cultura de controle e comando morreu, APIs abertas serão determinantes;
  6. DNA das teles é fundamentalmente incapaz de lidar com a corrente dinâmica dos conteúdos;
  7. Teles expandem territorialmente, não por nichos virtuais;
  8. Teles não conseguem inovar;
  9. Teles não deveriam tentar inovar;
  10. A fundação de tudo pode estar errada.

06 outubro 2006

Compartilhamento de Infraestrutura de Celular

A Futurecom este ano foi bastante interessante, onde as discussões foram mais na direção de ajudar o Brasil a se tornar mais justo e competitivo no mundo, em vez das choradeiras do ano passado sobre a rentabilidade dos negócios de telecom.

O presidente da Vivo propôs a criação de uma empresa de capital aberto única para administrar a infraestrutura das redes de celular de todas as operadoras, de forma que todas as operadoras passariam a ser operadoras virtuais, tipo MVNO.

É uma idéia ótima para a Vivo, considerando que ela está querendo implementar uma rede GSM sobre sua rede CDMA para conseguir manter a competitividade no mercado brasileiro, e desta forma seu investimento necessário seria minimizado.

Obviamente os concorrentes se defenderam e disseram que o compartilhamento seria apenas viável aonde eles ainda não investiram ainda, como redes 3G. Qual o sentido para eles de nivelar a competição enquanto eles estão na frente?

E aí, surge o conselheiro da Anatel e pega a idéia e sugere como uma forma de levar o 3G como ferramenta de universalização da banda larga no território nacional.

Será que é uma boa idéia?

Será que se amarrar no W-CDMA (tecnologia proposta) agora é a coisa mais inteligente? Ou será que o WiMax ou o WiFi Mesh pode acabar sendo a forma mais econômica, ou o 4G chega 2 anos depois tornando o 3G obsoleto rapidamente (tipo celulares analógicos e TDMA)?

O subsecretário do Ministério do Planejamento apresentou uma idéia muito mais razoável, propondo o uso dos prédios públicos do estado como pontas de lança do acesso da conectividade às comunidades remotas do país, abrindo espaço para que pequenas empresas ou associações resolvam a última milha se utilizando desta estrutura.