Quanto custa construir a última milha (até a sua casa) em fibra?
GigaOM está discutindo este custo, estimando algo entre $500 até $5.000 dólares dependendo da região onde está sendo instalada e se a construção é feita num lote ou individual.
Os comentários argumentam que valores na ordem de $5.000 dólares estão superestimados, pois são valores passados pelas operadoras atuais, e que tem interesse em valorizar seus investimentos feitos nesta área.
O artigo comenta também sobre o assunto de considerar a conectividade como um serviço público equivalente a água, esgoto e energia elétrica, e que a municipalidade deveria trabalhar para organizar a construção mais eficiente e econômica para a prestação deste serviço. Particularmente se o serviço for privado, é responsabilidade do poder público regular a qualidade e as condições de competitividade.
Opinião sobre a área de tecnologia, de comunicações digitais, empreendedorismo, motivação, fotografia, e qualquer outro assunto da hora...
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05 dezembro 2008
17 novembro 2008
Conteúdo digital e banda larga
O que acontece quando a banda de acesso do usuário de Internet atinge valores de 50Mbps e 100Mbps e qualquer conteúdo digital, seja vídeo ou música, fica disponível rapidamente sem quase nenhum esforço?
Basta ver o que está acontecendo na Coréia do Sul. A Warner está anunciando que está priorizando a distribuição de vídeos de forma on-line em vez do tradicional DVD.
Pelo jeito o futuro vai ser esse... Caminharemos para um mundo onde toda a mídia consumida deixará de usar artefatos físicos para transporte e/ou caracterizar o direito de consumo da mídia.
Basta ver o que está acontecendo na Coréia do Sul. A Warner está anunciando que está priorizando a distribuição de vídeos de forma on-line em vez do tradicional DVD.
Pelo jeito o futuro vai ser esse... Caminharemos para um mundo onde toda a mídia consumida deixará de usar artefatos físicos para transporte e/ou caracterizar o direito de consumo da mídia.
15 setembro 2008
Tráfego de Internet local está evitando os EUA
Enfim as negociações e a montagem da infra-estrutura local de troca de tráfego de Internet aqui no Brasil estão começando a dar resultados.
Este processo está sendo lento, principalmente na América Latina, mas pelo menos está acelerando nos últimos anos. Hoje cerca de 70% do tráfego de Internet da América Latina ainda passa pelo backbone com os eixos dos EUA e da Europa, enquanto a Europa já está com quase 80% do seu tráfego sendo feito intra-rede.
Esta tendência é inevitável, pois as redes tendem a evoluir para acomodar de forma mais eficiente o tráfego presente, apesar de estar caminhando um pouco lento aqui no sul da América.
Agora os especialistas em inteligência dos EUA, principalmente os militares, estão preocupados. Como o tráfego mundial está deixando de usar os EUA como passagem, não vai ficar tão fácil interceptar as comunicações para captura de informações como era antes...
Este processo está sendo lento, principalmente na América Latina, mas pelo menos está acelerando nos últimos anos. Hoje cerca de 70% do tráfego de Internet da América Latina ainda passa pelo backbone com os eixos dos EUA e da Europa, enquanto a Europa já está com quase 80% do seu tráfego sendo feito intra-rede.
Esta tendência é inevitável, pois as redes tendem a evoluir para acomodar de forma mais eficiente o tráfego presente, apesar de estar caminhando um pouco lento aqui no sul da América.
Agora os especialistas em inteligência dos EUA, principalmente os militares, estão preocupados. Como o tráfego mundial está deixando de usar os EUA como passagem, não vai ficar tão fácil interceptar as comunicações para captura de informações como era antes...
09 abril 2008
Computadores Ultraportáveis: a nova fronteira
Até agora estávamos brigando entre a interface e a performance limitada dos telefones celulares e o preço, o tamanho e baterias dos notebooks para as atividades de processamento de documentos e acesso a Internet.Entramos agora na nova fronteira, que é exatamente este espaço entre o seu celular e o seu notebook ou desktop.
Como conseguir um dispositivo de baixo consumo, leve, pequeno o suficiente para carregar no lugar de uma agenda de papel?
A ASUS inaugurou o mercado com seu produto eeePC, um subnotebook de 900g baseado num Celerom da Intel, com memória flash de 4GB e sem disco rígido, com WiFi e bateria de mais de 3 horas. Preço de $350 dólares nos EUA e algo acima de R$1.100,00 aqui no Brasil.
A tela é limitada, apenas 7" e resolução de 800x600 e que obriga a rotação horizontal da tela em muitos sites na Internet. Como alternativa, um
Aceitando estas limitações, você tem um equipamento extremamente portável com microfone e câmera de vídeo embutida para fazer as conferências de vídeo pelo Skype, acessar os documentos do GoogleDocs ou internamente pelo OpenOffice, e acessar o Firefox para acessar sua caixa de e-mail do GMail.
Este é apenas o prenúncio deste mercado, pois a Intel está prevendo lançar em junho seu processador Atom de baixo consumo e alta performance e ainda compatível com os PCs convencionais.
Saindo dos PCs, ainda existirão outros concorrentes correndo com arquiteturas diferentes, como o Qualcomm Snapdragon e processadores da VIA e da Freescale.
Comprei um eeePC azul bebê algumas semanas atrás e posso dizer que seu tamanho impressiona qualquer um. É um equipamento razoável para edição rápida de documentos e acesso a Internet que está operacional em 15 segundos.
Você pode carregar para qualquer lugar sem sofrimento e sem grandes riscos, já que você não vai poder mesmo usar ele como repositório central de suas mídias ou como equipamento principal de trabalho...
31 julho 2007
Conectividade aberta no atacado sugerida pela Google não foi aprovada
A FCC foi realmente conservadora e não aceitou as principais provisões sugeridas pelo Google para a licitação das freqüências de 700MHz.
As obrigações sugeridas de aceitar qualquer uso e por qualquer dispositivo terminal foram aceitas, o que defendem pelo menos o conceito de Net Neutrality, só que a obrigação que acabaria por criar um mercado competitivo de conectividade sem fio através da obrigação de oferecer o serviço no atacado a empresas terceiras foram vistas como um favorecimento direto ao Google.
Parece que nos EUA ainda não foi desta vez que o duopólio será combatido.
As obrigações sugeridas de aceitar qualquer uso e por qualquer dispositivo terminal foram aceitas, o que defendem pelo menos o conceito de Net Neutrality, só que a obrigação que acabaria por criar um mercado competitivo de conectividade sem fio através da obrigação de oferecer o serviço no atacado a empresas terceiras foram vistas como um favorecimento direto ao Google.
Parece que nos EUA ainda não foi desta vez que o duopólio será combatido.
25 julho 2007
Itália também busca separação de varejo e atacado nas redes telefônicas
Continuando o assunto da postagem anterior, agora os reguladores da Itália ficaram com inveja do sucesso obtido com a separação da British Telecom em varejo e atacado e estão estudando copiar o modelo.
A idéia é obrigar a Telecom Italia a criar uma unidade de negócio com gerenciamento separado para a gestão das linhas telefônicas. Com isso, operadoras de varejo poderão oferecer telefonia, VoIP e xDSL sobre o par telefônico se utilizando da infraestrutura existente.
Alguma chance da ANATEL obrigar a Telemar/Oi, BrasilTelecom e a Telefonica permitir o uso dos pares de fios para outros ISPS? O que você acha? :-)
A idéia é obrigar a Telecom Italia a criar uma unidade de negócio com gerenciamento separado para a gestão das linhas telefônicas. Com isso, operadoras de varejo poderão oferecer telefonia, VoIP e xDSL sobre o par telefônico se utilizando da infraestrutura existente.
Alguma chance da ANATEL obrigar a Telemar/Oi, BrasilTelecom e a Telefonica permitir o uso dos pares de fios para outros ISPS? O que você acha? :-)
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23 julho 2007
Google quebrará o duopólio das comunicações nos EUA?
Já comentei várias vezes que a maneira mais certa de conseguir aumentar a competição nos serviços de comunicação móveis ou fixas de voz ou de dados é a separação dos negócios de comunicação no atacado e do varejo.
Esta foi a técnica adotada pelos reguladores com a British Telecom, onde a empresa foi obrigada a ser dividida exatamente nestes termos.
Também foi o caso na França, onde os reguladores obrigaram a France Telecom vender o uso do par de fios e de espaço em suas centrais para prestadores de serviços no varejo, como a Free.
Nos EUA, o duopólio da AT&T e da Verizon come solto, com o pessoal da FCC claramente trabalhando para defender os interesses destas incumbents.
Agora aparece o espectro de 700MHz que hoje é utilizado para TV analógica e que deverá ter este uso descontinuado em 2009 para dar espaço para outras aplicações. A grande vantagem desta freqüência é o fato de ter longo alcance e ser uma faixa que atravessa muito bem obstáculos como paredes.
A FCC deseja fazer uma licitação convencional, oferecendo as tradicionais empresas de telefonia o seu uso. Já a Google está fazendo lobby para conseguir que a freqüência seja utilizada de forma não discriminatória e aberta para competição.
As operadoras convencionais provavelmente desejarão ganhar a licitação para evitar que apareçam competidores e que possa preservar a rentabilidade do duopólio estabelecido.
A idéia da Google é exatamente conseguir que a FCC adote uma metodologia que está dando certo em alguns lugares do mundo, a separação do negócio de comunicação no atacado do negócio do varejo. A empresa que ganhar a licitação seria impedida de oferecer serviços a clientes finais e seria obrigada a oferecer conectividade no atacado para outras prestadoras de serviços especializadas no varejo.
A FCC está argumentando que a adoção de regras restritivas na licitação, reduzirá a atratividade do negócio para as operadoras, e que por isso seria contrário ao interesse da sociedade de viabilizar e rentabilizar o Estado com a licitação.
Agora o Chairman da Google Eric Schmidt fez uma oferta para a FCC que não pode recusar: a Google oferecerá no mínimo $4,6 bilhões de dólares para participar desta licitação, desde que as exigências de abertura da rede sejam definidos pela FCC para qualquer dos ganhadores da licitação.
Isto destrói o argumento de que não haveria interessados na licitação caso a FCC definisse regras restritivas sobre o ganhador da licitação, colocando a FCC numa situação difícil de ter que escolher o melhor para sociedade em vez de defender os interesses dos lobbistas.
Os EUA caminham para uma situação inusitada: interesses corporativos de uma empresa (a Google) estão tentando forçar o governo a caminhar para uma situação de maior competição.
Esta foi a técnica adotada pelos reguladores com a British Telecom, onde a empresa foi obrigada a ser dividida exatamente nestes termos.
Também foi o caso na França, onde os reguladores obrigaram a France Telecom vender o uso do par de fios e de espaço em suas centrais para prestadores de serviços no varejo, como a Free.
Nos EUA, o duopólio da AT&T e da Verizon come solto, com o pessoal da FCC claramente trabalhando para defender os interesses destas incumbents.
Agora aparece o espectro de 700MHz que hoje é utilizado para TV analógica e que deverá ter este uso descontinuado em 2009 para dar espaço para outras aplicações. A grande vantagem desta freqüência é o fato de ter longo alcance e ser uma faixa que atravessa muito bem obstáculos como paredes.
A FCC deseja fazer uma licitação convencional, oferecendo as tradicionais empresas de telefonia o seu uso. Já a Google está fazendo lobby para conseguir que a freqüência seja utilizada de forma não discriminatória e aberta para competição.
As operadoras convencionais provavelmente desejarão ganhar a licitação para evitar que apareçam competidores e que possa preservar a rentabilidade do duopólio estabelecido.
A idéia da Google é exatamente conseguir que a FCC adote uma metodologia que está dando certo em alguns lugares do mundo, a separação do negócio de comunicação no atacado do negócio do varejo. A empresa que ganhar a licitação seria impedida de oferecer serviços a clientes finais e seria obrigada a oferecer conectividade no atacado para outras prestadoras de serviços especializadas no varejo.
A FCC está argumentando que a adoção de regras restritivas na licitação, reduzirá a atratividade do negócio para as operadoras, e que por isso seria contrário ao interesse da sociedade de viabilizar e rentabilizar o Estado com a licitação.
Agora o Chairman da Google Eric Schmidt fez uma oferta para a FCC que não pode recusar: a Google oferecerá no mínimo $4,6 bilhões de dólares para participar desta licitação, desde que as exigências de abertura da rede sejam definidos pela FCC para qualquer dos ganhadores da licitação.
Isto destrói o argumento de que não haveria interessados na licitação caso a FCC definisse regras restritivas sobre o ganhador da licitação, colocando a FCC numa situação difícil de ter que escolher o melhor para sociedade em vez de defender os interesses dos lobbistas.
Os EUA caminham para uma situação inusitada: interesses corporativos de uma empresa (a Google) estão tentando forçar o governo a caminhar para uma situação de maior competição.
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