11 maio 2008

Nômades Digitais e A Nova Força de Trabalho

A revista "The Economist" publicou um artigo interessante sobre o processo de mudança que está em curso nos ambientes de trabalho das pessoas e seus novos modos de vida.

O ponto chave é que o trabalho até recentemente estava ligado diretamente a um espaço físico, como por exemplo o local aonde seu telefone ou fax, sua máquina de escrever, os arquivos ou mesmo outras ferramentas de trabalho estavam localizados.

Dada a esta limitação, os locais de trabalho foram desenhados para otimizar o uso funcional do espaço. Pessoas com atividades afins tinham que trabalhar em um espaço específico desenhado especificamente para a atividade fim.

O computador está mudando tudo. Hoje qualquer trabalho intelectual pode, em grande parte, ser executado a partir de um computador.

Nos últimos 10 anos isto já estava ficando claro, e os computadores passaram a ser colocados nos espaços funcionais desenhados no passado. Como os computadores eram grandes e precisavam de alimentação e conectividade, basicamente o computador foi colocado exatamente na escrivaninha de trabalho dos profissionais.

Nos últimos anos o computador ganhou alforria... Notebooks se tornaram cada vez mais leves, baratos e poderosos, e a conectividade está literalmente "no ar" através do Wi-Fi e, mais recentemente, através da tecnologia 3G dos celulares.

Para que agora manter os ambientes de trabalho organizado pelas atividades funcionais? E por que o trabalho tem que ser executado sempre no mesmo local? Se nós observarmos, em grande parte por causa do celular e do e-mail já passamos grande parte do nosso tempo do trabalho longe de nossas mesas normais de trabalho.

Estas mesas vazias mostram a ineficiência do uso do espaço no modelo antigo. Tanto que várias empresas visionárias já estão montando espaços multifuncionais, misturando estímulo a criatividade através de obras de arte, alimentação frugal disponível de forma livre e sofás organizados em círculos para o estímulo ao trabalho social multidisciplinar.

O artigo comenta também sobre as mudanças que estão acontecendo também com as cidades, onde as separações centro/subúrbio começam a desaparecer e espaços sociais de trabalho e lazer surgem nas imediações das residências.

Será que uma utopia aonde os escritórios dilbertianos não existem mais poderá se tornar uma realidade?

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