05 janeiro 2006

Telefonia IP por CPE ou on-demand?

Linksys anuncia IP PBX baseado em SIP por $400 dólares, com 2 portas para telefone e aceitando 4 a 16 extensões SIP no SIP proxy. O produto está sendo ofertado para operadoras de telefonia IP revenderem para residências e pequenas empresas.

É um produto semelhante ao DVX-1000 da D-Link, só que com 2 FXS embutidas, mas com SIP Proxy mais limitado em linhas e sem servidor de conferências.

O mercado de CPEs para telefonia IP ainda é uma incógnita. Considerando que uma das grandes vantagens do mundo IP é permitir prestação de serviço remotamente (hosted ou on-demand), será que o IP PBX não acabará sendo um feature adicional de um CRM ou Contact Center on-demand qualquer?

03 janeiro 2006

PSTNoIP afundará neste ano de 2006

Alec Saunders faz uma previsão em seu blog de que várias empresas de telefonia sobre IP baseadas na replicação da telefonia convencional falharão.

Esta é uma previsão simples de fazer, o dificil é precisar o ano. Entretanto concordo que com as recentes investidas nas empresas de portais e busca, é bem possível que 2006 seja o ano.

E por que elas falharão?

Já comentei algumas vezes sobre isto antes, mas resumindo o valor da comunicação caminhará para outras direções: mobilidade, presença, diretório, conectividade e facilitação de transação.

28 dezembro 2005

IMS é a Jeni!

Mais uma espinafrada no IMS: Produktivity: It's cute... but it's WRONG!!!
It seems that IMS is another stab at providing a sandpit for the IP kids to play in. But it is similarly doomed. (Hands up those of us who would willingly let our parents organise a party for us when we were 21?)

26 dezembro 2005

Orange oferece Internet por celular "all you can eat" na França

Comentário interessante do Rodrigo A. Sepúlveda Schulz no seu blog sobre o serviço 3G da Orange na França para acesso a Internet.

O preço é salgado (70 Euros), mas com uso ilimitado "all you can eat" com banda de até 450Kbps, o que faz dele uma opção interessante quando se está fora de casa e não se deseja ir a caça de um access point ou de um ponto de rede não filtrado.

Aqui no Brasil, os planos Edge e EVDO estão com preços de 4 a 5 reais o megabyte, o que torna o custo de uma página Web carregada algo como 3 reais. Entretanto existem planos de 1GB por algo como 150 reais por mês, o que já se torna mais interessante para uso eventual mas ainda não é o "all you can eat".

Um efeito interessante deste serviço de Internet por celular é que as empresas vão acabar perdendo o poder de observar o uso da Internet de seus funcionários da mesma maneira que perdeu o controle da telefonia quando os funcionários compraram seus celulares.

21 dezembro 2005

IMS contra a inovação da Internet

Richard Stastny novamente posta uma excelente discussão sobre a implementação das plataformas IMS e qual o problema que a tecnologia tenta resolver.

Desta vez ele deixa claro que a plataforma IMS está tentando resolver problemas já resolvidos de uma maneira que amarre o cliente na operadora para o uso dos serviços, e deixa claro que as operadoras não terão chance.

A inovação está acontecendo em nível global, e a plataforma comoditizada é o IP. O que fica enbaixo do IP tem muito pouco diferencial competitivo a oferecer para uma implementação de serviços presa num "jardim murado" de atuação local e provavelmente atrasada em termos de inovação.

20 dezembro 2005

Verdadeiro broadband nos EUA aparece depois do Brasil

Om Malik comenta em seu blog que os consumidores dos EUA estão finalmente caminhando para ter um aumento expressivo das velocidades de acesso a Internet e experimentar o verdadeiro broadband pela primeira vez. As velocidades estão caminhando de 512Kbps para 6Mbps, depois 8 e logo 15Mpps.

O curioso é que este movimento foi quase simultâneo com o movimento que está acontecendo no Brasil. Nós aqui das Américas estamos mesmo alguns anos atrás dos países asiáticos (Japão, Coréia do Sul), e todas as novidades estão acontecendo primeiro lá.

Outra observação interessante é a observação do impacto do aumento de banda para os usuários. Já é sabido desde o final dos anos 90 que a banda agregada de dados sendo transportada na Internet cresce muito próximo de uma reta, onde a banda disponível (instalada) é um fator menos condicionante a real banda consumida (desconsiderando condições extremas de banda reprimida).

O uso da navegação Web consome algo como 1mbps. Todas as outras aplicações, desconsiderando downloads, é efetivamente controlado em banda pela outra ponta, e não pela velocidade de acesso.

O download apresenta uma limitação prática, que é o consumo deste dado. Se for música ou vídeo, a banda chega a ficar acima da velocidade de reprodução (muito acima, no caso de música), o que já desencoraja os downloads preventivos (muito antes de um eventual uso do dado).

Tudo isso leva a um limite prático do uso da banda, que caminha a ser muito inferior a banda sendo oferecida ao cliente pelo serviço de broadband. Esta situação já é observada na Coréia do Sul, onde é comum obter acessos de 100mbps e as pessoas usam uma parte muito pequena desta banda.

É possível traçar uma analogia com a energia elétrica, onde a banda disponível é a capacidade do transformador no poste e na fiação de acesso a sua casa, e você consome realmente aquilo que deseja. Seguindo esta analogia, será que no futuro passaremos a ser cobrados pelos gigabytes transportados em vez da velocidade de acesso, da mesma forma que pagamos pelo kwh de energia?

Texas ganhará broadband pela fiação de energia

Current Communications Group e TXU Electric Delivery oferecerão BPL (broadband over power line) para dois milhões de clientes no Texas até o fim de 2006 em mercados como Dallas e Ft. Worth.

Um dos problemas mais complicados no BPL é como retirar o sinal broadband das linhas de alta tensão e transferir para o assinante, pois o transformador normalmente filtra o sinal. Current/TXU deve usar um equipamento em paralelo ao transformador para transferir o sinal para as linhas de baixa tensão e permitir o uso de um pequeno adaptador na casa do assinante para o acesso à Internet.

Um ponto interessante neste serviço a ser oferecido é que permitirá o acompanhamento em tempo real da distribuição de energia na planta de distribuição, com previsão mais tarde de implementação de medição de consumo remoto e desligamento/religamento remoto de energia.

Aqui no Brasil os testes de uso desta tecnologia tem relatado dificuldades por causa da qualidade de nossa rede de distribuição de energia. Para o uso de broadband, investimentos seriam necessários em atualização dos equipamentos nas subestações.