Criamos a Ahgora a um tempo atrás com o objetivo de criar um serviço de registro de ponto eletrônico on-line na modalidade de serviço, algo que facilitasse a vida das empresas e simplificasse principalmente a vida das pequenas empresas.
Em agosto de 2009 aparece então a fatídica portaria 1.510 do MTE, que muda completamente e engessa os mecanismos de registro de ponto eletrônico. Nossa avaliação foi que a mudança definida é exagerada e cria um bocado de dificuldades para as empresas, mas ao mesmo tempo existia o lado bom para a sociedade de legitimar e regular o mercado de ponto eletrônico dado ao descrédito generalizado dos softwares e relógios que existiam no mercado.
Observando que os princípios adotados são semelhantes ao definidos para a impressora fiscal imaginamos que existiria uma boa chance desta mudança chegar ao resultado esperado pelo governo, o que nos levou a acreditar em transformar a Ahgora também numa indústria.
Nosso diferencial sempre foi a prestação de um serviço confiável e responsável para a gestão do ponto e então imaginamos como seria este equipamento perfeito para acompanhar o nosso serviço.
Nasce então o Ah10, um produto compacto, alta performance e com a melhor impressora do mercado sem falar do design assinado pelo escultor Adhemir Fogassa. Um produto que todo mundo que entra em contato sempre fica surpreso de como ele é agradável visualmente e compacto, chegando ao ponto de termos clientes reclamando que esperavam um equipamento mais trambolhão apenas porque os outros equipamentos do mercado eram assim... :-)
Agora, depois de quase dois anos estamos ainda esperando a definição da situação jurídica. No final de fevereiro tivemos o segundo adiamento, além de criação de regras incertas de flexibilização. Nesta situação a insegurança jurídica é certa e deixa as empresas em dificuldades de decidir enfim a aquisição de um equipamento como definido pelo governo.
Para uma start-up, esta situação passou do ponto de inaceitável e decidimos então deixamos de ficar na dependência do governo e estaremos lançando na Exposec nossa versão do relógio de ponto sem impressora, ainda menor, bonito e vendido apenas na modalidade de serviço integrado ao nosso sistema PontoWeb suportado pela nossa poderosa equipe de suporte e desenvolvimento aqui em Florianópolis.
Logo posto mais novidades...
Opinião sobre a área de tecnologia, de comunicações digitais, empreendedorismo, motivação, fotografia, e qualquer outro assunto da hora...
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08 maio 2011
23 outubro 2010
Lean Startup, primeira teoria sobre startups
Steve Blank participou na criação de quase uma dezena de empresas startup e após a sua aposentadoria ele escreveu um livro com notas sobre as experiências que teve e criou uma teorização sobre este processo. Este material se tornou um livro chamado The Four Steps to the Epiphany.
Eric Ries, também um empreendedor na área de tecnologia, observou as experiências que passou e procurou juntar uma série de elementos que estão contribuindo para uma nova forma de pensar sobre a criação de Start-Ups.
Basicamente ele observou que os conceitos para desenvolvimento ágil (SCRUM/XP/Lean) poderiam ser transpostos também para o processo de criação de novas empresas, bastando para isso modelar de alguma maneira o ciclo de feedback do processo de teste de mercado, reposicionamento e descoberta do cliente, e que os conceitos apresentados por Steve Blank descrevem exatamente esta visão.
Esta nova visão passou a ser chamada de Lean Startups e que acabou se tornando um fenômeno mundial de reavaliação das StartUps e de extensão das metodologias ágeis para a gestão das mesmas.
A grande sacada do Steve Blank é relativamente simples: uma StartUp não é simplesmente uma empresa grande que ainda está pequena. Na realidade é uma organização totalmente diferente de uma grande empresa, com um objetivo muito claro, interagir rapidamente com o cliente/mercado, aprender com os erros e executar pivots, numa espiral contínua até encontrar um modelo escalável de crescimento.
As implicações deste pensamento são bastante interessantes e relativamente muito pouco discutidas entre os empreendedores:
Eric Ries, também um empreendedor na área de tecnologia, observou as experiências que passou e procurou juntar uma série de elementos que estão contribuindo para uma nova forma de pensar sobre a criação de Start-Ups.
Basicamente ele observou que os conceitos para desenvolvimento ágil (SCRUM/XP/Lean) poderiam ser transpostos também para o processo de criação de novas empresas, bastando para isso modelar de alguma maneira o ciclo de feedback do processo de teste de mercado, reposicionamento e descoberta do cliente, e que os conceitos apresentados por Steve Blank descrevem exatamente esta visão.
Esta nova visão passou a ser chamada de Lean Startups e que acabou se tornando um fenômeno mundial de reavaliação das StartUps e de extensão das metodologias ágeis para a gestão das mesmas.
A grande sacada do Steve Blank é relativamente simples: uma StartUp não é simplesmente uma empresa grande que ainda está pequena. Na realidade é uma organização totalmente diferente de uma grande empresa, com um objetivo muito claro, interagir rapidamente com o cliente/mercado, aprender com os erros e executar pivots, numa espiral contínua até encontrar um modelo escalável de crescimento.
As implicações deste pensamento são bastante interessantes e relativamente muito pouco discutidas entre os empreendedores:
- é necessário botar a cara a tapa para o cliente o mais rápido possível para acelerar o processo de aprendizardo;
- não se pode tentar escalar o negócio até a localização do modelo escalável, ou seja, todo o dinheiro é para aprender rapidamente, e não contratar gente ou estoque;
- executar pivots rapidamente, algo como colocar um dos pés naquilo que foi percebido como valor para o cliente e movimentar o outro pé para outra direção até conseguir apontar o corpo da empresa para a direção que valha a pena o crescimento da escala.
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05 maio 2010
Kanban de Desenvolvimento de Software na Ahgora
Uma das vantagens de poder iniciar uma empresa é ter a liberdade de adotar as tecnologias, processos, ideais e conceitos que os empreendedores entendem como mais importantes para a empresa.
E está sendo muito gratificante poder adotar na Ahgora os conceitos que acreditamos mais interessantes para incutir como valores da empresa e permitir a empresa desempenhar da melhor maneira que acreditamos possível.
Nestas últimas semanas estamos implementando o gerenciamento do fluxo de desenvolvimento através de Kanban visual e com post-it, e está sendo uma experiência interessante: as pessoas rapidamente percebem o progresso e o sucesso do projeto olhando a evolução, e se envolvem diretamente para avaliar os escopos das unidades de valor, reorganização do próprio kanban e reorganização e repriorização contínua dos itens em backlog.
Este é o nosso quadro de Kanban que está valendo nesta semana.
Dois fluxos estão visíveis: Desenvolvimento de Software propriamente dito e Marketing/Design.
Dá para observar na foto que acabamos organizando o Kanban de maneira que a evolução do WIP (atividade em andamento) caminha para linhas diferentes: o desenvolvimento de software vai para teste de desenvolvimento seguido de teste de usabilidade, já o MKT/Design caminha para uma etapa de aprovação.
Kanban é isso mesmo, o objetivo é conseguir manter um fluxo contínuo de geração de valor e que precisamos continuamente nos reorganizar para maximizar o desempenho deste fluxo.
As limitações de quantidade de itens em WIP não estão ainda do quadro porque estamos ainda tentando achar um valor apropriado para cada fase.
Não queria deixar a amarração a priori para que a equipe pudesse experimentar os excessos e descobrir naturalmente os limites mais saudáveis.
E não demorou muito esta descoberta. Em três dias, chegou a juntar uns seis itens no WIP e acabei escutando de uma pessoa da equipe que para melhorar a eficiência precisamos botar um limite de três lá... Este tipo de coisa não tem preço: a exposição visual das atividades induziu intuitivamente nas pessoas a percepção de que não vale começar outra coisa sem terminar outra em andamento.
A nossa equipe é pequena e nova, e a gestão visual do Kanban nos está parecendo perfeita para o nosso caso. O envolvimento, aprendizado e crescimento de maturidade dão um salto gigantesco em apenas algumas semanas de operação.
E está sendo muito gratificante poder adotar na Ahgora os conceitos que acreditamos mais interessantes para incutir como valores da empresa e permitir a empresa desempenhar da melhor maneira que acreditamos possível.
Nestas últimas semanas estamos implementando o gerenciamento do fluxo de desenvolvimento através de Kanban visual e com post-it, e está sendo uma experiência interessante: as pessoas rapidamente percebem o progresso e o sucesso do projeto olhando a evolução, e se envolvem diretamente para avaliar os escopos das unidades de valor, reorganização do próprio kanban e reorganização e repriorização contínua dos itens em backlog.
Este é o nosso quadro de Kanban que está valendo nesta semana.
Dois fluxos estão visíveis: Desenvolvimento de Software propriamente dito e Marketing/Design.
Dá para observar na foto que acabamos organizando o Kanban de maneira que a evolução do WIP (atividade em andamento) caminha para linhas diferentes: o desenvolvimento de software vai para teste de desenvolvimento seguido de teste de usabilidade, já o MKT/Design caminha para uma etapa de aprovação.
Kanban é isso mesmo, o objetivo é conseguir manter um fluxo contínuo de geração de valor e que precisamos continuamente nos reorganizar para maximizar o desempenho deste fluxo.
As limitações de quantidade de itens em WIP não estão ainda do quadro porque estamos ainda tentando achar um valor apropriado para cada fase.
Não queria deixar a amarração a priori para que a equipe pudesse experimentar os excessos e descobrir naturalmente os limites mais saudáveis.
E não demorou muito esta descoberta. Em três dias, chegou a juntar uns seis itens no WIP e acabei escutando de uma pessoa da equipe que para melhorar a eficiência precisamos botar um limite de três lá... Este tipo de coisa não tem preço: a exposição visual das atividades induziu intuitivamente nas pessoas a percepção de que não vale começar outra coisa sem terminar outra em andamento.
A nossa equipe é pequena e nova, e a gestão visual do Kanban nos está parecendo perfeita para o nosso caso. O envolvimento, aprendizado e crescimento de maturidade dão um salto gigantesco em apenas algumas semanas de operação.
02 março 2010
Sobrecarga de trabalho numa startup
Paul Graham foi bem feliz quando disse que você pode pensar numa startup como uma maneira de comprimir toda sua vida profissional em apenas alguns anos. Em vez de trabalhar em baixa intensidade por 40 anos, você trabalha muito além do seu limite por quatro.
Esta é exatamente a sensação de estou sentido agora. As horas passam numa velocidade descomunal e quando parece que o dia apenas começou já são quatro horas da tarde.
Não foi sempre assim, pois os primeiros meses a gente fica preso por diversos fatores alheios a nossa vontade, mas de uma hora para outra a coisa se inverte e uma tonelada de coisas só começam a acontecer na hora que a gente se envolve.
E como destravar a evolução da empresa? Contratar mais gente? Motivar as pessoas? Empoderá-las?
Tudo isso é necessário e nós trabalhamos duro para isso, mas o que estou percebendo que a situação é um moto contínuo, pois no momento que você consegue delegar atividades, imediatamente se percebe que o potencial da empresa aumenta e desafios maiores podem ser alcançados.
O tempo tem ficado escasso, mas vou ver se consigo voltar a manter um post por semana aqui no blog. Alguém tem algum comentário?
Esta é exatamente a sensação de estou sentido agora. As horas passam numa velocidade descomunal e quando parece que o dia apenas começou já são quatro horas da tarde.
Não foi sempre assim, pois os primeiros meses a gente fica preso por diversos fatores alheios a nossa vontade, mas de uma hora para outra a coisa se inverte e uma tonelada de coisas só começam a acontecer na hora que a gente se envolve.
E como destravar a evolução da empresa? Contratar mais gente? Motivar as pessoas? Empoderá-las?
Tudo isso é necessário e nós trabalhamos duro para isso, mas o que estou percebendo que a situação é um moto contínuo, pois no momento que você consegue delegar atividades, imediatamente se percebe que o potencial da empresa aumenta e desafios maiores podem ser alcançados.
O tempo tem ficado escasso, mas vou ver se consigo voltar a manter um post por semana aqui no blog. Alguém tem algum comentário?
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