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15 abril 2010

Vida: aguendar os maiores socos e ainda assim continuar brigando

A Ahgora não tem parado de crescer. Mesmo não sendo diretamente nossa intenção, as demandas vão surgindo e nos obrigando a nos organizarmos e posicionar novas pessoas na nossa frente de batalha.

Estamos agora com 3 designers/web-designers, 4 desenvolvedores, uma pessoa no administrativo e mais uma pessoa no comercial como colaboradores parceiros da nossa empreitada. Somando os 3 sócios que praticamente atuam em todas as frentes e um projetista mecânico free-lance temos 13 pessoas trabalhando para criar esta nova fase da empresa.

Além disso, temos duas empresas parceiras no lado de fornecimento e mais duas no lado comercial que estão apostando na nossa visão e participando do nosso sonho.

É incrível, mas provavelmente estamos afetando diretamente a vida de umas 20 pessoas e provavelmente 2 a 3 vezes mais indiretamente pelos laços familiares ou por estar participando e ajudando em alguma parte deste desafio.

Este é um motivo de orgulho do nosso lado e ao mesmo tempo de imensa responsabilidade.

Além da responsabilidade, uma série de outras preocupações inundam nossas mentes de empreendedores: demandas de desenvolvimentos, contratempos, necessidade de aprendizado interno, gerenciamento de capital e de riscos.

O fardo é pesado e várias vezes as dificuldades nos derrubam emocionalmente. Segurar a onda e continuar assumindo a responsabilidade são desafios pesados e eu sou grato de ter meus dois sócios me mantendo alerta nesta briga.

A gente tem sempre que lembrar que no passar dos dias nós percebemos que as dificuldades, apesar de aparecerem o tempo todo, muitas vezes acabam não sendo tão difíceis quanto imaginamos, e que também de certa forma a vida oferece a cada dia uma oportunidade de desenvolvermos nossa humildade, aprendizado e superação pessoal.

Escutei na rádio hoje um locutor citando uma fala do Rocky Balboa que curiosamente me pareceu muito apropriada para o momento (YouTube):
The world ain't all sunshine and rainbows. It's a very mean and nasty place and I don't care how tough you are it will beat you to your knees and keep you  there permanently if you let it. You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain't about how hard ya hit. It's about how hard you can get it and keep moving forward. How much you can take and keep moving forward. That's how winning is done!

07 dezembro 2009

Divisão do tempo numa empresa recém criada

Dividir o trabalho entre ser empreendedor e executar as atividades de desenvolvimento de uma empresa é bastante complicado.

Desenvolvimento é uma atividade de longo prazo, que envolve concentração e investimento expressivos de tempo. A criação de um produto não é uma atividade repetitiva, e sim imprevisível e com vários caminhos para um mesmo objetivo.

As atividades mais importantes de um empreendedor são envolver as pessoas e fabricar o ambiente para que a evolução da empresa aconteça, através de motivação e remoção de problemas que obstruem o progresso. Estas atividades são atividades de curto prazo, aonde o envolvimento acontece quase no mesmo momento em que se torna necessário.

Isto quer dizer que, no momento que uma empresa conta com algo como 2 a 3 pessoas adicionais aos empreendedores, os empreendedores precisam tomar o cuidado de dividir o seu tempo criteriosamente para que o resultado final somado seja o melhor possível.

Esta divisão do tempo é responsabilidade direta dos empreendedores, e os mesmos precisam descobrir estratégias para conseguir um bom resultado. Uma estratégia comum é dividir as responsabilidades entre os empreendedores, de forma que um se envolve mais no lado empreendedor, motivacional e desbloqueador de problemas enquanto outro envolve mais na atividade fim.

A alternativa é desenvolver estratégias de divisão de tempo, algo como o uso do turno da manhã para ser empreendedor e o turno da tarde para exercer a atividade fim. Até Paul Graham escreveu sobre a dificuldade desta divisão de tempo e sugeriu estratégias quando discutiu o impacto das reuniões em start-ups.

Independente da maneira que se lida com este dilema, fica claro que os empreendedores perdem parte do seu tempo para viabilizar o uso do tempo de outros, criando uma redução prática do resultado que seria esperado pela adição de mais um colaborador.


Tem algum web designer ou fuçador de php que gostaria de dar uma mão para a gente? Aqui na Ahgora cada vez tem mais coisas para aprender e fazer. Só tem uma coisa, tem que estar a fim de sair da casinha, abandonar bancos relacionais para aprender a usar SimpleDB e S3, e ajudar a descobrir maneiras de comunicação inovadoras pela Web, seja no HTML, design, Twitter, ou blogs. Garanto que vai ser uma escola e tanto trabalhar numa start-up como a nossa.

17 novembro 2009

Empreender para valer...

Depois de alguns anos trabalhando a ideia, até mesmo através de blog que estava trabalhando em segundo plano (Aprender como Empreender), acabei tomando uma decisão: estava na hora de tentar apostar a minha vida na paixão de criar empresas.

Sexta-feira passada (13/11/2009) foi meu último dia como funcionário da Dígitro. Apesar dos altos e baixos, os quase 18 anos lá foram uma verdadeira escola. Conheci centenas de pessoas que fazem a diferença e tive a oportunidade de trabalhar com muitas das tecnologias mais modernas hoje no mercado.

Mas agora o momento é outro, e vou buscar fazer a diferença participando da explosão de crescimento no Vale do Silício brasileiro: a Grande Florianópolis. Já com 450 empresas de base tecnológica uma massa crítica está formada para que grandes mudanças aconteçam na região.

Paul Graham algum tempo atrás escreveu que existem fatores muito importantes para que esta massa crítica desenvolva: clima ameno para atrair pessoas com capital para empreender, boas universidades próximas, uma massa de profissionais muito qualificadas e várias empresas próximas para suportar uma economia de escopo.


Estou entrando como sócio da empresa Ahgora Sistemas e nestes próximos meses eu garanto a vocês que a marca Ahgora se tornará rapidamente uma das promessas que ajudará na mudança de paradigma da cidade.